De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a engenharia brasileira consolida sua expansão no Leste Europeu com o convite das autoridades de Wisla, na Polônia, para que a Liderroll assuma o projeto de saneamento sob o Rio Vístula. O desafio consiste no lançamento de dois tubos de aço monumentais, com 1,4 metro de diâmetro cada, em um túnel confinado de 1,3 quilômetro que apresenta três curvas acentuadas. A proposta na modalidade EPC (Engenharia, Gestão de Compras e Construção) reafirma a competência da companhia em solucionar gargalos logísticos intransponíveis para métodos convencionais.
Quais são os desafios técnicos da obra no Rio Vístula?
O projeto polonês é classificado como de altíssima complexidade devido à combinação de fatores críticos: um túnel de apenas 4,4 metros de diâmetro para comportar duas tubulações gigantescas de 55 polegadas sob um dos rios mais importantes do país. Paulo Roberto Gomes Fernandes explica que a topografia exige que os tubos sejam curvados plasticamente para vencer as curvas e, posteriormente, retificados para seguir em linha reta. Para garantir a viabilidade, a engenharia da Liderroll já realizou simulações avançadas e ensaios em escala reduzida, comprovando a eficácia do sistema patenteado da empresa.
Como a Liderroll se tornou a peça-chave para o saneamento e energia na Europa?
Este convite é fruto de uma prospecção estratégica iniciada em Portugal, onde a Liderroll apresentou suas inovações em missões empresariais coordenadas pela banca Pinto Machado. Além do saneamento na Polônia, a empresa é cotada para projetos vitais de segurança energética, como o novo gasoduto que levará gás do Porto de Sines para o restante da Europa, reduzindo a dependência do fornecimento russo. Paulo Roberto Gomes Fernandes observa que o Brasil é visto como um país de ponta na engenharia de óleo e gás, cujas tecnologias são agora derivadas para infraestrutura básica e energias limpas, como o hidrogênio.

Quais inovações foram desenvolvidas para este projeto específico?
Para atender às demandas polonesas, a Liderroll potencializou seu sistema de roletes e suportes, incorporando novas funcionalidades:
- Substituição de Band Machines: O sistema agora é capaz de realizar o papel de máquinas de curvatura dentro do próprio túnel;
- Lançamento Vertical: A tecnologia foi redesenhada para permitir o lançamento de dutos em ângulo de 90 graus (vertical absoluta);
- Escalabilidade: Realização de protótipos em escala real para validar os procedimentos técnicos antes da execução em campo.
Por que a parceria com a engenharia brasileira é estratégica para os europeus?
O mercado europeu busca parcerias e joint-ventures com empresas brasileiras devido à experiência prática em ambientes desafiadores. Paulo Roberto Gomes Fernandes reforça que a Liderroll oferece não apenas o fornecimento de equipamentos, mas a solução completa de engenharia e construção civil auxiliar. A capacidade de operar sob rigorosos acordos de confidencialidade e cumprir normas internacionais de QSMS torna a empresa o parceiro ideal para obras que impactam diretamente a qualidade de vida de cidades inteiras, como o tratamento de águas cinzas na Polônia.
Qual a perspectiva da Liderroll para a infraestrutura europeia em 2026?
Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, resume que em 2026 as tecnologias de lançamento da Liderroll estarão plenamente integradas aos projetos de hidrogênio e saneamento em diversos países da União Europeia. O foco na inovação constante e na proteção de suas patentes garante que a empresa continue liderando o mercado de espaços confinados. A companhia reafirma seu compromisso de elevar o prestígio da engenharia brasileira, transformando desafios topográficos em soluções de infraestrutura sustentável e de longo prazo em solo europeu.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
