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Home»Notícias»Vencido no Copom, Galípolo diz que votou por corte maior nos juros porque não viu mudança ‘substancial’ no cenário
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Vencido no Copom, Galípolo diz que votou por corte maior nos juros porque não viu mudança ‘substancial’ no cenário

Anya KoralinaPor Anya Koralinamaio 15, 20248 Mins de leitura
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Comitê decidiu reduzir ritmo de redução da Selic para 0,25 ponto, contrariando indicação dada em março. Decisão causou ‘racha’ no Copom; para Galípolo, indicação anterior deveria ser seguida.

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (15) que votou a favor de um corte maior na taxa básica de juros, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), porque isso já havia sido indicado anteriormente pela instituição, em março.

Ele, no entanto, foi voto vencido. Por 5 a 4, o Copom decidiu recuar no ritmo do corte de juros, e reduziu 0,25 ponto percentual na Selic, para 10,5% ao ano. Na indicação divulgada anteriormente, a previsão era corte de 0,5 ponto percentual, para 10,25% ao ano. A decisão indicou um “racha” no Copom

Nesta quarta-feira, Galípolo afirmou que a mudança no chamado “guidance”, ou seja, na indicação de o corte de juros seria maior, demandaria uma “mudança substancial” do cenário para a inflação, o que, em sua visão, não aconteceu.

“Nos comunicados anteriores, tinha uma questão sobre alteração substancial do cenário. Essa lógica sobre o que é substancial pode ter um peso distinto para diferentes diretores”, afirmou Galípolo em Nova York (Estados Unidos), durante seminário internacional promovido pelos jornais “Valor Econômico” e “O Globo”.
‘Racha no Copom’
Na última reunião do Copom, a maior parte da diretoria do BC, incluindo diretores antigos e o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, votaram pela redução de 0,25 ponto percentual – mostrando mais preocupação com as perspectivas para a inflação.

Os quatro novos diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), crítico contumaz de juros elevados – inclusive Galípolo, que é cotado para assumir a presidência do Banco Central em janeiro de 2025 –, queriam uma redução maior na taxa básica da economia. Mas foram voto vencido.

A divisão na diretoria do BC gerou tensão no mercado. A bolsa de valores caiu, enquanto o dólar e os juros futuros avançaram no dia seguinte.

O receio é que, a partir de 2025, com maioria no Copom pelo diretores indicados pelo presidente Lula, possa haver leniência no controle da inflação.

Credibilidade
No seminário nos Estados Unidos, Gabriel Galípolo afirmou que ficou preocupado em ter que dar um “pivô, uma meia volta” na indicação anterior sobre o corte de juros, pois isso poderia ter impacto em sua credibilidade como diretor do BC.

“Me preocupava muito qual era a função reação que eu poderia passar ao dar um pivô, uma meia volta, em cima de toda comunicação que eu vinha fazendo, e coerência com o que eu vinha fazendo. Se eu quero com o tempo ganhar credibilidade, eu preciso ter coerência entre a minha fala e as minhas ações”, declarou.
Segundo ele, há um “peso distinto” para diferentes diretores em abandonar o “guidance”.

“Os diretores que estão há mais tempo conquistaram essa credibilidade no mercado. Quando ganha credibilidade, ganha graus de liberdade, até para não entregar o ‘guidance’ e não gerar dúvida no mercado sobre função de reação”, avaliou Galípolo.

Por fim, o diretor do BC reafirmou o compromisso com as metas de inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para os próximos anos – que são as diretrizes para as decisões do Copom sobre a taxa de juros.

“É importante recolocar, meta não se discute, se persegue e se atende. Poder Executivo, poder democraticamente eleito, através de seu representante no CMN, determina a meta e cabe aos diretores [do BC] colocar a taxa de juros em patamar restritivo suficiente, e pelo tempo necessário, para que a inflação convirja para a meta. Essa é a função do Copom, e não há qualquer tipo de tergiversação sobre o tema”, concluiu

O receio é que, a partir de 2025, com maioria no Copom pelo diretores indicados pelo presidente Lula, possa haver leniência no controle da inflação.

Credibilidade
No seminário nos Estados Unidos, Gabriel Galípolo afirmou que ficou preocupado em ter que dar um “pivô, uma meia volta” na indicação anterior sobre o corte de juros, pois isso poderia ter impacto em sua credibilidade como diretor do BC.

“Me preocupava muito qual era a função reação que eu poderia passar ao dar um pivô, uma meia volta, em cima de toda comunicação que eu vinha fazendo, e coerência com o que eu vinha fazendo. Se eu quero com o tempo ganhar credibilidade, eu preciso ter coerência entre a minha fala e as minhas ações”, declarou.
Segundo ele, há um “peso distinto” para diferentes diretores em abandonar o “guidance”.

“Os diretores que estão há mais tempo conquistaram essa credibilidade no mercado. Quando ganha credibilidade, ganha graus de liberdade, até para não entregar o ‘guidance’ e não gerar dúvida no mercado sobre função de reação”, avaliou Galípolo.

Por fim, o diretor do BC reafirmou o compromisso com as metas de inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para os próximos anos – que são as diretrizes para as decisões do Copom sobre a taxa de juros.

“É importante recolocar, meta não se discute, se persegue e se atende. Poder Executivo, poder democraticamente eleito, através de seu representante no CMN, determina a meta e cabe aos diretores [do BC] colocar a taxa de juros em patamar restritivo suficiente, e pelo tempo necessário, para que a inflação convirja para a meta. Essa é a função do Copom, e não há qualquer tipo de tergiversação sobre o tema”, concluiu

O receio é que, a partir de 2025, com maioria no Copom pelo diretores indicados pelo presidente Lula, possa haver leniência no controle da inflação.

Credibilidade
No seminário nos Estados Unidos, Gabriel Galípolo afirmou que ficou preocupado em ter que dar um “pivô, uma meia volta” na indicação anterior sobre o corte de juros, pois isso poderia ter impacto em sua credibilidade como diretor do BC.

“Me preocupava muito qual era a função reação que eu poderia passar ao dar um pivô, uma meia volta, em cima de toda comunicação que eu vinha fazendo, e coerência com o que eu vinha fazendo. Se eu quero com o tempo ganhar credibilidade, eu preciso ter coerência entre a minha fala e as minhas ações”, declarou.
Segundo ele, há um “peso distinto” para diferentes diretores em abandonar o “guidance”.

“Os diretores que estão há mais tempo conquistaram essa credibilidade no mercado. Quando ganha credibilidade, ganha graus de liberdade, até para não entregar o ‘guidance’ e não gerar dúvida no mercado sobre função de reação”, avaliou Galípolo.

Por fim, o diretor do BC reafirmou o compromisso com as metas de inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para os próximos anos – que são as diretrizes para as decisões do Copom sobre a taxa de juros.

“É importante recolocar, meta não se discute, se persegue e se atende. Poder Executivo, poder democraticamente eleito, através de seu representante no CMN, determina a meta e cabe aos diretores [do BC] colocar a taxa de juros em patamar restritivo suficiente, e pelo tempo necessário, para que a inflação convirja para a meta. Essa é a função do Copom, e não há qualquer tipo de tergiversação sobre o tema”, concluiu

O receio é que, a partir de 2025, com maioria no Copom pelo diretores indicados pelo presidente Lula, possa haver leniência no controle da inflação.

No seminário nos Estados Unidos, Gabriel Galípolo afirmou que ficou preocupado em ter que dar um “pivô, uma meia volta” na indicação anterior sobre o corte de juros, pois isso poderia ter impacto em sua credibilidade como diretor do BC.

“Me preocupava muito qual era a função reação que eu poderia passar ao dar um pivô, uma meia volta, em cima de toda comunicação que eu vinha fazendo, e coerência com o que eu vinha fazendo. Se eu quero com o tempo ganhar credibilidade, eu preciso ter coerência entre a minha fala e as minhas ações”, declarou.

Segundo ele, há um “peso distinto” para diferentes diretores em abandonar o “guidance”.

“Os diretores que estão há mais tempo conquistaram essa credibilidade no mercado. Quando ganha credibilidade, ganha graus de liberdade, até para não entregar o ‘guidance’ e não gerar dúvida no mercado sobre função de reação”, avaliou Galípolo.

Por fim, o diretor do BC reafirmou o compromisso com as metas de inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para os próximos anos – que são as diretrizes para as decisões do Copom sobre a taxa de juros.

“É importante recolocar, meta não se discute, se persegue e se atende. Poder Executivo, poder democraticamente eleito, através de seu representante no CMN, determina a meta e cabe aos diretores [do BC] colocar a taxa de juros em patamar restritivo suficiente, e pelo tempo necessário, para que a inflação convirja para a meta. Essa é a função do Copom, e não há qualquer tipo de tergiversação sobre o tema”, concluiu. Galípolo.

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