Antonella Giancoli, da Benarrivati, destaca a residência da Casa de Saboia, iniciada em 1658 nos arredores de Torino e ampliada no século seguinte por Filippo Juvarra. Integrante do conjunto reconhecido pela Unesco, a Reggia reabriu ao público em 2007 depois de oito anos de restauração
A poucos quilômetros do centro de Torino, a Reggia di Venaria atravessou séculos de transformações antes de voltar a receber visitantes em 2007. Concebida a partir de 1658 como residência de lazer e caça da Casa de Saboia, foi ampliada por sucessivos arquitetos da corte e, mais tarde, passou por um longo período de decadência e uso militar.
Antonella Giancoli, responsável pela curadoria italiana da Benarrivati, inclui a Reggia nos roteiros pelo Piemonte justamente porque a visita permite acompanhar não apenas a história da corte sabauda, mas também a recuperação recente de um conjunto que chegou ao fim do século XX em estado avançado de degradação.
Um palácio que integra o conjunto das residências sabaudas
A Reggia di Venaria faz parte das Residências da Casa Real de Saboia, conjunto inscrito pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1997. A construção começou sob projeto de Amedeo di Castellamonte e ganhou novas áreas ao longo dos séculos XVII e XVIII.
Entre as intervenções mais conhecidas estão as de Filippo Juvarra, autor da Galleria Grande, da Cappella di Sant’Uberto e das Scuderie Juvarriane. O resultado reúne diferentes fases do barroco piemontês dentro de um complexo que ultrapassa os limites do palácio principal.
Por que a restauração também faz parte da visita
Depois da ocupação napoleônica, a residência entrou em declínio e passou grande parte do século XIX ligada ao uso militar. No século XX, chegou a um estado de abandono que tornou sua recuperação um dos grandes projetos de conservação patrimonial realizados na Europa.
As obras começaram em 1999 e envolveram o palácio, os jardins e outras áreas do complexo. Oito anos depois, em outubro de 2007, a Reggia voltou a receber o público.
“A história da Venaria não termina na corte dos Saboia. Quando você sabe o estado em que o complexo chegou ao fim do século passado, passa a olhar também para aquilo que foi recuperado. Isso acrescenta outra camada à visita, porque o palácio conta tanto a história de seu período real quanto a de sua própria restauração”, avalia Antonella Giancoli.
Jardins recuperados entre referências históricas e intervenções atuais
Os jardins também passaram por uma ampla recuperação. O projeto retomou eixos e referências dos antigos desenhos dos séculos XVII e XVIII, ao mesmo tempo em que incorporou intervenções contemporâneas.
Hoje, áreas arqueológicas, perspectivas barrocas, novas plantações e obras de artistas contemporâneos convivem no mesmo espaço. A configuração não busca reproduzir integralmente um jardim congelado no passado, mas recuperar elementos históricos e integrá-los ao uso atual.
Para Antonella Giancoli, essa sobreposição ajuda a diferenciar a Reggia de uma visita concentrada apenas nos interiores palacianos. Nos roteiros da Benarrivati, Venaria amplia a leitura do Piemonte para além do centro de Torino e mostra como a história dos Saboia continua presente também nas residências construídas ao redor da antiga capital.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.
